Este blogue constitui para mim, uma terapia. Nele vou registando os meus sentimentos mais profundos, sobretudo os que por timidez ou demasiada emocionalidade,me sinto incapaz de verbalizar. É na escrita que encontro o meio que mais facilmente satisfaz as minhas fraquezas. Desatar alguns nós que se me alojam na garganta, é o grande objetivo deste espaço. Espero que gostem, deixem comentários e, quem sabe, se façam meus seguidores.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Gostoso demais- Maria Bethânia
Linda, esta canção! Vale a pena ouvi-la e sonhar!
Gostoso Demais
Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu
É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz
Pensamento viaja
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz
Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz, assim
Tem dó de mim
O que é que eu posso fazer
Não posso ser feliz, assim
Tem dó de mim
O que é que eu posso fazer
Saudades
Saudades, sentimento penoso,
aberta uma ferida no peito a ferver,
Cá dentro um aperto doloroso,
uma vontade enorme de te ver.
Palavra a definir uma ausência,
sentida por um longo afastamento,
do que nos faz feliz na convivência,
nos empurra, ampara e dá alento.
Como queria, ó se eu queria,
não ter saudades de ti, meu amor!
Sinal que por perto ter-te poderia,
Para termos em cada dia mais calor.
Tudo isto nada mais é que ilusão
por não te ter, não quero mais sofrer.
Em mim morreu por ti o coração,
penso em ti porque não te posso ter.
Mª Dulce Branquinho
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Nove anos depois de ti, Mãe

Nove anos sobre o dia em que te perdi,
aumentaram a saudade pela tua ausência.
Sofro se lembro o último dia em que te vi
Aperta-se o coração pela tua inocência.
Não sei se me ouvias ou se me vias
em angústia vendo aproximar-se o fim
Nem tão pouco sei se a morte sentias
rondar-te qual abutre, sem dó de ti nem de mim.
Chorei tua partida, não mais te quis ver
Senti, como jamais pensei vir a sentir
a dor, a mágoa que para sempre vou sofrer
de te não ter, de te não ver, sempre a sorrir.
Lá onde estiveres, tocada pela felicidade,
alivia-me pensar que poderás tê-la ainda mais
pois, com a vida insatisfeita e na amizade
Lutaste até teu barco chegar ao triste cais!
Mª Dulce Branquinho
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Ontem fui ver o mar
Ontem fui ver o mar.
Como estava lindo!
Enchi os meus olhos
e o meu peito,
de mar.
As ondas, desmaiando na praia,
em vai vens cadenciados,
desfeitas em espuma branca,
tão puras!
O sol criava reflexos tão luminosos
naquele verde azul,
quase encandeando os meus olhos,
tornava as águas mais brilhantes
e sedutoras.
Vi gaivotas sobrevoando em voos planados
como que dançando ao som do mar
e do vento, livres!
Da falésia, o mar a perder de vista.
Como me senti feliz!
Gosto do mar, imponente,
forte e indomável, como toda
a Natureza.
Gosto de me sentir pequenina
diante dele,
gosto de o amar
embora o tema.
É tão belo e arrebatador,
o mar.
Faz-me tão bem,
o mar!
Mª Dulce Branquinho
domingo, 19 de agosto de 2012
Do meu quarto vejo o Tejo
Castelo de Almourol - uma ilha no Tejo
Da varanda do meu quarto
olho o Tejo incessante,
cumprindo o seu destino.
Tantas são as saudades,
vai fluindo, abraçar o mar,
como abraça a mãe de saudades,
o menino.
Numa mistura de revolta e alegria,
segue o seu caminho,
rumo ao mar largo e agitado.
Nada mais dele se ouvirá falar
algum dia,
no Atlântico enorme,
profundo e salgado.
É assim este Tejo em seu longo serpentear,
fértil, e determinado
na sua caminhada resoluta.
Espelho do sol, à noite cama do luar,
têm vida as suas margens
onde fervilha dia a dia,a labuta.
Encerra segredos, em suas águas e
lendas de magia e mistério.
Tuas ninfas inspirarão
dores e mágoas porque
foste águas de partida
para o luso império.
Bendito sejas, ó Tejo encantado,
berço de tantos poetas e pintores.
És rio grande de mil cores pintado,
pai generoso e muito amado!
Mª Dulce Branquinho
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Mar revolto

Olhando mar, enrolando na espuma,
talvez revolto, tal como a minh'alma.
Repouso nele o meu espírito,
como preciso!
Sinto nele toda a vida
que me faz resistir
a tanta tristeza.
Alegra-se um pouco o meu coração,
como se ali, renovasse esperanças.
Encho o peito de ar, respiro fundo e
quero ainda continuar.
Meus olhos enchem-se de sal, ardem,
limpam-se da dor e vêem mais claro.
Não desistas, não desistas, fala-me uma voz
que não sei o nome. Serei eu?
Não saberei nunca, mas vou continuar,
acreditando nela.
Mª Dulce Branquinho
sábado, 23 de junho de 2012
Tão distante!
Vejo-te a alma no olhar
frio e distante,
Sinto-te longe pelo bater do coração,
lento, sem chama.
Secam-me os olhos,
arrefece-me a alma,
chove no meu peito
dói-me o sentir,
cada dia mais
pela tua lonjura.
Frio está o fogo
do sangue que em nós
fervia.
Restam hoje as cinzas
já geladas pelo tempo
que correu
sobre esse passado
tão feliz!
Mª Dulce Branquinho
domingo, 10 de junho de 2012
Há vida na planície
Olho a charneca sob um sol ardente,
ondulando ao ritmo quente do suão.
Serpenteiam répteis de corpo fremente,
lutando pela vida, acariciando o chão.
Sob o solo outros seres da planura,
escondem-se do sol implacável.
A hora da sesta convida à brandura
pausando a vida no Alentejo admirável
Planam no céu rapinas de olhar atento.
Pobres os que ignorantes se aventuram
a ser, por certo, o tão desejado sustento
dos que, sendo mais fortes aqui perduram!
Mª Dulce Branquinho
sexta-feira, 1 de junho de 2012
dia Mundial da Criança
Olhar para ti criança,dói-me na alma
de te ver de futuro tão incerto.
Doí-me no peito o que adivinho para ti:
céus cinzentos, mares revoltos, muito frio!
Como será, me pergunto, teu amanhã?
Terás sonhos?
Serás feliz?
Verás os teus e sorrirás tranquila?
Poderás tu fazer avançar esta bola,
agora tão pouco colorida?
Neste ainda tão jovem milénio, de bom
pouco se adivinha.
Poderás tu, um dia, ser
o que para ti hoje sonhamos?
Decerto faremos tudo hoje
para que amanhã
sejas tu a escrever este poema!
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