Mostrar mensagens com a etiqueta Poemas sobre o Natal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poemas sobre o Natal. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de dezembro de 2015

Doem-me as lembranças



É no Natal que mais me doem
as lembranças!
Tempos longínquos envoltos
em coloridos tons,
imagens de alegria, 
sons de família, 
odores quentes
de uma casa viva!
As cores do Natal, presentes
em cada canto,
 iguarias feitas com amor,
 por mãos sábias
das minhas mães,
tão queridas!
Saudades, ninguém me as tira
do tempo fértil em cumplicidades,
da mesa apetitosa, 
da azáfama,
do nosso Natal!
Ouço ainda as vozes animadas
daqueles memoráveis dias,
sinto as ausências 
dos que partiram
e me fazem
tanta falta!
É assim agora o meu Natal:
Lembrança dolorosa.
Mª Dulce Branquinho

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Neste Natal


Neste tempo sonhado de paz
abre-se uma guerra em mim,
sempre e cada vez mais,
saudosa dos que partiram. 
Brigam-me sentimentos
pelo que tenho e não tenho.
Choro por dentro e rio por fora
mas só ás vezes, quando
por instantes o presente  
me arranca ao sonho.
Inertes e frios num sono eterno,
meus entes, meus queridos,
por vós um  vazio jaz
para sempre,
no meu peito!
Eram risos, gargalhadas,
neste tempo de alegria.
Grande azáfama, odores, vozes,
e o frio tornado calor.
Já não gosto do Natal. 
Faltam-me tantos, entre vivos e mortos
que se abriu uma insuportável
ferida profunda  
que sei, nunca fechará!

Mª Dulce Branquinho


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O Natal que eu queria


Eu queria um Natal com mais sorrisos,
brilho de felicidade em todos os rostos.
Na esperança estão,meus olhos postos,
fome, frio, solidão não nos são precisos.

Há hoje mais lágrimas em nossas vidas,
nos corações sente-se crescer o amor.
Há mais saudade, mais feridas, mais dor,
pela distância, e ausências, mais sentidas.

Façamos votos de um ano sem temores
na esperança de ver a vida mais clara,
iluminada, aquecida e em faltas avara,
vida farta, vivida por todos sem favores.

Não queria  guerra, nem ódios, nem fome.
Não queria choros, nem rostos fechados,
que todos merecem o amor de ser amados
num Natal  para todos os rostos sem  nome!

MDBranquinho

domingo, 23 de dezembro de 2012

Mais um Natal?



Do desespero nasce
a esperança
num futuro, à vista
tão incerto!
Como poderão muitos
viver
de tão fraco argumento?
Tantos os sem pão,
muitos mais os sem razão,
condenam-nos,
dos quantos vivi, a este Natal
o mais magoado.
Pelas dores profundas
sentidas na pele,
 pela tristeza de não ver
a Luz.
Incontáveis os que sentirão
o frio da miséria.
É escuro, sombrio e incerto,
o horizonte, sem promessas.
Não há calor,
Não se alegra o coração
ao pensar no amanhã!

Mª Dulce Branquinho