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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Fecho meus olhos

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Fecho meus olhos e sinto
a brisa salgada,
um turbilhão de memórias 
que me assalta,
brutal e impiedoso!
lembro o peito cheio
de alegria,
uma alma plena 
de calma,
sorridente!
São memórias,apenas e só
de um tempo que já foi e 
prometeu.
Agora fica um vazio, tão oco,
tão doloroso e frio!
Ferida aberta.
Tão profunda, sangrando,
copiosamente,
ansiando por ser sarada,
num toque de Magia!

MDBranquinho

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Da guerra para a guerra

Fogem desesperados
em ondas de esperança,
mediterrânicas, cinzentas
espumando de raiva.
Esta raiva de ser túmulo,
esta raiva produzida pela guerra,
espuma batendo nos cascos,
rasgando as águas, 
rumo à felicidade.
Que felicidade é esta 
de deixar para trás 
uma vida, um berço?
A euforia da paz, tantas vezes
aparente e tão relativa.
É apenas a paz de uma guerra 
aberta pelo fogo, do cheiro a morte.
É outra a nova guerra.
Da incompreensão,
do medo, da rejeição 
do desconhecido.
Magoa, fere e mata 
toda a esperança, acalentada
numa longa caminhada.
E agora, que vida?
Mª Dulce Branquinho


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Memórias

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Tenho na alma 
as lembranças
tão boas 
de um passado feliz!
Doem-me de tão distantes 
as memórias porque 
apenas o são.
Não as quero 
de tanto as amar!
Se as não posso jamais
 reviver, 
de que servem 
essas quimeras?
Lágrimas 
escorrem -me da alma,
por uma ilusão desfeita 
num despertar tão triste e cruel!
Eu queria ser uma pedra,
uma rocha
inerte, 
rija e
insensível.

Mª Dulce Branquinho

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Não consigo compreender

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Sinto a raiva da vergonha
de ser Humano.
Dói-me a alma pelos que partiram.
Não consigo compreender.
Na minha mente a escuridão.
Que Deus é este que permite
a morte em seu nome?
Não consigo compreender.
Enoja-me ver os rostos
dos que a sorrir nos fazem chorar.
Não consigo compreender.
Que seres sem alma, sem dor,
põem fim a vidas humanas,
sem arrependimento, 
sem pudor?
Não consigo compreender.
Não é ódio o que sinto.
É somente dor, raiva e vergonha.
É mais uma desilusão.
É mais uma acha na fogueira
da minha descrença.
Consigo agora compreender:
Deus não existe!
Deus, se existe, é mau,
cruel e não ama!

Mª Dulce Branquinho

sábado, 15 de agosto de 2015

Step by step to the end


Step by step older we all grow
on our ways towards the end.
When to stop we'll never know
 if our mistakes we will ever mend.

Taking pleasure of living times
  reason we came to this very life.
Mine hasn't had too many signs,
 as often I've been in a hard strife.

Nobody cares about my feelings,
Nobody knows me so well as you
Nobody inside of me was digging
trying to find about my real true.

Mª Dulce Branquinho

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Amanhecer na planície



Acorda o astro rei
 na planície Além Tejo 
e toda a natureza
desperta aos seus 
primeiros raios!
Depois do fresco orvalho
reparador,
anuncia-se agora, 
mais um dia abrasador!
É Verão.
Tudo é escaldante sob o sol
lá no alto.
Toda a vida resiste,
se recolhe e persiste,
avezada,
a esta luta incessante,
pela sobrevida!
Na planície, como em
nossas vidas,
é na luta que em frente 
seguimos, 
rumo aos nossos sonhos 
caminhamos!
Mª Dulce Branquinho


sábado, 1 de agosto de 2015

Vila-Moura



De gentes passageiras,
moira encantada na magia
do AMOR,
como uma miragem 
ergues-te sobre um chão fértil.
Outrora por sábios povos 
escolhida,foste 
sua terra muito amada.
És, hoje, oásis dos Algarves
 daquém mar
de Portugal,
urbe florida,
de bem estar, 
em todas as estações,
fonte de Amor,
refúgio abençoado!
Mª Dulce Branquinho

Alma minha




Silêncios de dor,
Tormentosa alma,
vazia em ausências,
tão solitária!
Vivo as lembranças
com dor e saudade.
 Pedaços da minh'alma
clamam pelo
calor que outrora
senti!

Mª Dulce Branquinho

sábado, 18 de julho de 2015

On the wings of dream

On the Wings of a Dream ©2008 Caryl Bryer Fallert
On the wings of a dream by Caryl Bryer Fallert 

Lost on the wings
of my dreams
I fly away 
from this poor
earthly life.
I dream and enjoy
the pleasures of imagination.
I fancy there is
no war,
no illnesses,
or hatred.
I wish there were 
no children suffering,
no crime
or poverty
on the face of this planet.
But then when I wake up
my heart starts bleeding
for everything I dreamt
is nothing
but 
a fearful cold
Lie!

Maria Dulce Branquinho