domingo, 17 de janeiro de 2016

Sinto frio

Este frio que agora sinto, 
esta amargura 
que me invade o peito
transportam-me os sonhos
para um lugar quente e doce.
Um sítio onde o sorriso
é feição e a alegria 
o traço dominante!
Não me agrada a soturnidade,
rejeito o sobrolho franzido,
a testa enrugada,
o olhar baço.
Alegram-me os olhos brilhantes,
as gargalhadas sonoras,
o sentido de humor,
 sol na alma,
alegria de viver e 
esperança no amanhã!

Mª Dulce Branquinho

sábado, 9 de janeiro de 2016

My Summer breeze


You are the wild summer breeze
that came to warm my bitter heart
on a long winter night to freeze
touching my life and take its part.

My soul now shines, so bright
of joy and happiness never to end
My life has turned day from night
like a sunshine  that never meant.

I now can show who I really am:
Cheerful, kind and a lot more tender
from the moment we together came
to find our twin souls  remember?

My love  is so clear soft and pure
I fear can lead  to a wise madness
You fill my thoughts be always sure
      My heart is yours forever - endless!

Mª Dulce Branquinho

domingo, 20 de dezembro de 2015

Doem-me as lembranças



É no Natal que mais me doem
as lembranças!
Tempos longínquos envoltos
em coloridos tons,
imagens de alegria, 
sons de família, 
odores quentes
de uma casa viva!
As cores do Natal, presentes
em cada canto,
 iguarias feitas com amor,
 por mãos sábias
das minhas mães,
tão queridas!
Saudades, ninguém me as tira
do tempo fértil em cumplicidades,
da mesa apetitosa, 
da azáfama,
do nosso Natal!
Ouço ainda as vozes animadas
daqueles memoráveis dias,
sinto as ausências 
dos que partiram
e me fazem
tanta falta!
É assim agora o meu Natal:
Lembrança dolorosa.
Mª Dulce Branquinho

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Memórias

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Tenho na alma 
as lembranças
tão boas 
de um passado feliz!
Doem-me de tão distantes 
as memórias porque 
apenas o são.
Não as quero 
de tanto as amar!
Se as não posso jamais
 reviver, 
de que servem 
essas quimeras?
Lágrimas 
escorrem -me da alma,
por uma ilusão desfeita 
num despertar tão triste e cruel!
Eu queria ser uma pedra,
uma rocha
inerte, 
rija e
insensível.

Mª Dulce Branquinho

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Não consigo compreender

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Sinto a raiva da vergonha
de ser Humano.
Dói-me a alma pelos que partiram.
Não consigo compreender.
Na minha mente a escuridão.
Que Deus é este que permite
a morte em seu nome?
Não consigo compreender.
Enoja-me ver os rostos
dos que a sorrir nos fazem chorar.
Não consigo compreender.
Que seres sem alma, sem dor,
põem fim a vidas humanas,
sem arrependimento, 
sem pudor?
Não consigo compreender.
Não é ódio o que sinto.
É somente dor, raiva e vergonha.
É mais uma desilusão.
É mais uma acha na fogueira
da minha descrença.
Consigo agora compreender:
Deus não existe!
Deus, se existe, é mau,
cruel e não ama!

Mª Dulce Branquinho

domingo, 15 de novembro de 2015

Vive la France!



Vivam os ideais da liberdade!
 Viva a democracia!
Hoje somos todos Franceses!

Estamos solidários com as famílias das vitimas deste brutal atentado à liberdade, à democracia, à fraternidade e à igualdade de todos os seres humanos. 
Unidos seremos mais fortes. 
Solidários seremos mais humanos e nada vencerá a razão!
Mª Dulce Branquinho

sábado, 26 de setembro de 2015

Vi no Alentejo



 Monte Alentejano com Papoilas 2006 - Óleo sobre tela de linho - Salvação Barreto

No verão, as amoras negras nos silvados
que visão que apelo!
As maias à beira dos caminhos 
na Primavera, que luz, 
que alegria!
As papoilas vermelhas
lembrando o sangue
 derramado em terras de luta!
O rosmaninho  a espreitar
por entre ervas companheiras,
que sugestiva a sua cor!
Vi castanhas ainda dormindo 
em seus refúgios,
anunciando a chegada do outono.
As videiras  amadurecendo seus cachos,
que hão de ser doces e mágicos 
por um sol implacável!
Vi pássaros voando, planando, 
das  suas vidas cuidando.
Vi sobreiros, vi azinheiras que retorcidas,
teimosamente resistem e se projetam
 na terra seca.
Vi montes, vi cabeços,
 vi ribeiras de águas caladas.
Ouvi o silêncio deste lugar em paz,
inspiração maior de um sonho tão real!

Maria Dulce Branquinho

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Brisa da serra



Sinto agora a fresca e pura brisa da serra
que me acalma e me afaga as memórias
de contos sobre dores da fome e da guerra,
 o medo a crescer-me em secretas histórias.

À lareira no crepitar do lume aos serões
vi demónios soltos em chamas vibrantes,
vi lobisomens, bruxas, sapos e escarpões
que me invadiam em sonhos delirantes.

À luz do dia era mais feliz a velha aldeia:
o som das vozes gritadas todas as manhãs,
o cantar dos galos, o zumbir da colmeia,
colhendo amoras, figos ou frescas maçãs.

Era a vida  na velha aldeia de carvalhos,
de um povo tisnado e rijo de terras raianas;
brancas casas de  telha vã e frescos soalhos,
fugindo ao sol a castigar terras alentejanas!

Maria Dulce Branquinho

sábado, 15 de agosto de 2015

Step by step to the end


Step by step older we all grow
on our ways towards the end.
When to stop we'll never know
 if our mistakes we will ever mend.

Taking pleasure of living times
  reason we came to this very life.
Mine hasn't had too many signs,
 as often I've been in a hard strife.

Nobody cares about my feelings,
Nobody knows me so well as you
Nobody inside of me was digging
trying to find about my real true.

Mª Dulce Branquinho

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meus lírios, minhas mágoas

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Olhei os lírios campestres em suave magia
despontando em sua cor meu sofrimento!
Mágoas me transmitiram que eu já sentia
no fundo da minh' alma, constrangimento!

Na solidão da planície minha tristeza despejei
e em longos instantes sem pressas a percorri.
Como moribunda de alegrias meu sonho matei,
afogado em lágrimas que ali tão solitária verti!

No ar o aroma dos lírios se mantinha ileso
qual vigília à mortalha de meus puros desejos!
No firmamento a noite vinha de luar aceso
guiar meus passos em direção a teus beijos!


Mª Dulce Branquinho