quarta-feira, 18 de maio de 2011

A pulso

Por caminhos estreitos e sinuosos
vou subindo esta montanha,
 a pulso.
Os ouvidos estalam e a respiração é,
 a cada passo mais ofegante.
Na ânsia de chegar ao topo,
mal consigo contemplar a paisagem.
Estou exausta, nas não paro.
Subo, subo,
 o meu peito arfa,
inclino-me cada vez mais 
para a frente. 
Desejo parar, 
mas não posso!
Há ainda tanto caminho,
tantas pedras a transpor!
E continuo,
Não posso parar,
não quero parar.
Tenho pena de quase não olhar
a paisagem, desfrutar o belo,
aliviar o cansaço,
respirar,
respirar!
Ah, se eu conseguir cumprir este caminho!
Cansada, muito cansada, quase rastejando
mas  feliz!

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