quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dialética

A casa onde vivo,
é a casa onde morro!
Morre-me a vontade,
ardendo numa vigília.
Dilui-se, lentamente, na atmosfera da vida.
Olho-me ao espelho sem vidro,
onde se reflete a alma.
Morro de pé, morro silenciosamente,
dentro de mim, 
sozinha,
sufocada,
numa tristeza alegre que ninguém sabe!

Se eu não estivesse sempre a morrer,
Não podia continuar  a viver!
É a morte que me dá vida,
É a vida que me faz morrer!
                                      
 Eu, neste vai-vem constante,
 perco-me para me reencontrar,
 numa dialética infinita.
Vivo,morro,
renasço,
Enfim
           CRESÇO!

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