segunda-feira, 7 de maio de 2012

As Mãos

Mãos marcadas pela vida, calejadas pelo tempo,
olhos baços de desânimo, almas que choram
 por não ver a luz no túnel escuro sem saída.
 Aqueles antes trabalhadores, olham agora
sem esperança  o futuro vazio de presente.
Calos, mágoas, cansaço que é deles?Onde jazem?
Sepultados nas almas dos que olham o passado,
saudosos desses dias duros mas sem fome.
A labuta pelo pão é agora a mão estendida
aos solidários que dão sem nada por troca pedir.
Pedir o que é de direito é ultraje, infâmia, corrói,
revoltando as entranhas dos que ganhavam o sustento.
As mãos, outrora de trabalho, têm que ser agora
dadas em dura luta pelos direitos já perdidos.
Mãos todas unidas terão mais força, não desistam!
LUTEM!

Mª Dulce Branquinho

2 comentários:

Anónimo disse...

adorei,lindo e profundo e tão ,tão verdadeiro.

MDBranquinho disse...

Muito obrigada Ilda, pelos teus comentários. Se quiseres podes fazer-te seguidora.É só clicar em aderir a este site e fazeres o que te pedirem. Gostava muito. Obrigada, mais uma vez. Beijinhos