Sunday, 20 March 2016

Viva a Primavera!



Março,e lentamente,
a natureza a despertar!
De um sono profundo e frio,
vai-se devagar, espreguiçando,
Ainda estremunhada e,
com o sol ainda amedrontado,
vai sorrindo e espalhando a cada dia,
mais vida, mais cor.
Toda a natureza cumpre o seu ciclo,
renasce, qual Fénix,
 e assombra, a cada dia,
com seus mistérios e prodígios.
Os tons cinza acastanhados
de um tempo de pausa,
vão-se tornando mais viçosos.
A natureza rejuvenesce
animada pelos trinados do amor.
O sol está agora mais límpido,
 mais quente,acolhedor.
Já sei, é Primavera!
Mª Dulce Branquinho

Wednesday, 2 March 2016

From the moment I met you





It's been hard,love
to live without you.
It's been hard,love
to know you're far
away 
somewhere
outhere.
Since we met
I know I'm happy.
You say you're happy
but our love
is nothing but
words 
we write 
and share 
every night
until our bodies
beg us to stop.
My mind touches you 
every night
 but you don't feel
a thing.
My heart beats
like mad
but you can't listen
 to it.
My frement body
 falls asleep
untouched
lonely
and
 cold.
Shall we survive
to this pain?

Maria Dulce Branquinho


Monday, 29 February 2016

Because I love you



My poor heart is now beating so fast
I can hardly breath to go on and live
keep my whole body for you chaste
Till the day my love to you I 'll give.

Fear nothing, my love I will tell you
from the bottom of my happy heart
Share your feelings coming through
Wish to be my biggest, deepest part

Your love has been for me a blessing
this woman feeling so lonely and sad.
No one on Earth so loving and caring
 Loved by you has made a woman glad.

I wish this deep feeling will never end,
for the ten thousand years yet to come
Living for you forever firm I'll  stand,
 Be your shoulder, life and steady hand .

Mª Dulce Branquinho

Saturday, 20 February 2016

Da guerra para a guerra

Fogem desesperados
em ondas de esperança,
mediterrânicas, cinzentas
espumando de raiva.
Esta raiva de ser túmulo,
esta raiva produzida pela guerra,
espuma batendo nos cascos,
rasgando as águas, 
rumo à felicidade.
Que felicidade é esta 
de deixar para trás 
uma vida, um berço?
A euforia da paz, tantas vezes
aparente e tão relativa.
É apenas a paz de uma guerra 
aberta pelo fogo, do cheiro a morte.
É outra a nova guerra.
Da incompreensão,
do medo, da rejeição 
do desconhecido.
Magoa, fere e mata 
toda a esperança, acalentada
numa longa caminhada.
E agora, que vida?
Mª Dulce Branquinho